Governo concede anistia ao líder seringueiro Chico Mendes
12/02/2009
O Diário Oficial da União desta quarta-feira (11) trouxe publicada a anistia política do ambientalista Chico Mendes. A decisão do Ministério da Justiça é de dezembro de 2008, mas só agora é oficial, vinte anos depois da morte do líder seringueiro.
A Portaria 182 prevê o pagamento de uma indenização, que será concedida a Ilzamar Gadelha Bezerra Mendes, viúva de Chico Mendes.
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça reconheceu a condição de anistiado político ao sindicalista, após descobrir no Arquivo Nacional, 71 páginas que indicavam o monitoramento das atividades do seringueiro durante o período militar.
Há vinte anos
Aos 44 de idade, Francisco Mendes morreu sem chance de socorro. Deixou mulher e dois filhos. A polícia prendeu o fazendeiro Darly Alves da Silva e o filho dele, Darcy. A Justiça acusou o pai de ser o mandante do crime e o filho de ser o executor. Ambos foram condenados a 19 anos de cadeia.
Líder sindical, Chico Mendes brigou quase dez anos contra a derrubada da floresta para fazer pasto. O desmatamento acabava com as árvores. Mais do que isso, para os seringueiros, ele significava a expulsão do paraíso de onde tiravam o sustento: a seiva, o látex, matéria-prima da borracha natural.
Os seringueiros não eram donos da terra. Eles trabalhavam na mata com a autorização do fazendeiro, em troca de parte da produção. Quando os proprietários venderam a área para criadores de gado, vindos do Sul, começou a briga.
(Agência DIAP)